Leonardo Amaro Rodrigues

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Urban Soul

Published October 16th, 2012

“a vida metropolitana é como uma permanente colisão de grupos e conluios, um contínuo fluxo e refluxo de opiniões conflititivas. (…) Todos se colocam freqüentemente em contradição consigo mesmos (…) e tudo é absurdo, mas nada é chocante, porque todos se acostumam a tudo (…) um mundo em que o bom, o mau, o belo, o feio, a verdade, a virtude, têm uma existência apenas local e limitada (…) eu começo a sentir a embriaguez a que essa vida agitada e tumultuosa me condena. Com tal quantidade de objetos desfilando diante de meus olhos, eu vou ficando aturdido. De todas as coisas que me atraem, nenhuma toca o meu coração, embora todas juntas perturbem meus sentimentos, de modo a fazer que eu esqueça o que sou e qual meu lugar. (…) vejo apenas fantasmas que rondam meus olhos e desaparecem assim que os tento agarrar”. (JJ Rousseau, em “A Nova Heloísa”)

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morador de Rua / Homeless

Published March 17th, 2012

As sombras da alma.

As histórias que os outros contam sobre nós e as histórias que nós mesmos contamos -- quais delas se aproximam mais da verdade ?

É tão certo assim que sejam as próprias histórias ?

Somos autoridades para nós mesmos ?

Mas não é essa a questão que me preocupa.

A verdadeira questão é : existe, nessas histórias, alguma diferença entre o certo e errado ?

Nas histórias sobre coisas exteriores, sim. Mas quanto tentamos compreender alguém em seu interior ?

Esta viagem algum dia chega a um fim ?

Será a alma um lugar de fatos ? Ou seriam os supostos fatos apenas uma sombra fictícia das nossas histórias ?

Amadeu Inácio de Almeida Prado

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Luz

Published March 16th, 2012

Trabalhe com o que você tem .

Esqueça a perfeição.

Em tudo há uma falha,

e é por ela que a luz entra .

Leonard Cohen

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A hora da partida / the departure time

Published February 25th, 2012

A hora da partida

A hora da partida soa quando

Escurece o jardim e o vento passa,

Estala o chão e as portas batem, quando

A noite cada nó em si deslaça.

A hora da partida soa quando

as árvores parecem inspiradas

Como se tudo nelas germinasse.

Soa quando no fundo dos espelhos

Me é estranha e longínqua a minha face

E de mim se desprende a minha vida.

The hour of departure

The hour of departure sounds when

Darkens the garden and the wind passes

Pop the floor and doors slam when

The night itself deslaça each node.

The hour of departure sounds when

the trees seem inspired

As if all of them germinate.

Sounds when the bottom of the mirrors

Me is a strange and distant to my face

And to me if I loose my life.

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A insustentavel leveza da Cor .

Published February 25th, 2012

A cidade e a sua nuance .

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urban photography / street photography

Published February 25th, 2012

Espaço Curvo e Finito

Oculta consciência de não ser,

Ou de ser num estar que me transcende,

Numa rede de presenças

E ausências,

Numa fuga para o ponto de partida:

Um perto que é tão longe,

Um longe aqui.

Uma ânsia de estar e de temer

A semente que de ser se surpreende,

As pedras que repetem as cadências

Da onda sempre nova e repetida

Que neste espaço curvo vem de ti.

José Saramago

Curved Space and Finite

Awareness is not hidden,

Or to be a being that transcends me,

In a network of attendance

And absences,

On a flight to the starting point:

A close that is so far

A far here.

A desire to be feared and

The seed to be surprised,

The stones that echo the cadences

Wave always new and repeated

That this curved space comes from you.

Jose Saramago

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