José Costa

Castelo e ruínas do Palácio Almóada

SILVES NA HISTÓRIA

De novo em poder dos muçulmanos

De novo em poder dos muçulmanos, a cidade, muito arruinada pela guerra, não gozou mais do antigo prestígio.
Quando da queda dos Almóadas, Ibne Mahfote, Senhor Niebla, integrou Silves no seu novo reino do algarve que abrangia o Algarve espanhol e o português. Ibne Mahfote, o Aben Mafom ou Aben Afan das crónicas portuguesas, foi o último rei árabe de Silves.
O seu nome está ligado à Torre de Menagem do Castelo de Silves que se chama Torre de Aben Afan e também à lenda do Pego do Pulo, no Rio Arade.
No tempo dos árabes, Silves foi notável pela sua cultura. Falava-se aí uma língua árabe muito pura e os árabes de Silves eram conhecidos por bons poetas e oradores.
Entre os poetas distinguiram-se Mariam Bintu Al-Ansari, Ibne Ammar, Ibne Almilque, Ibne Habibe, etc; entre os oradores, Ibne Gálibe, que dirigiu, em Silves, uma escola de oratória; entre os historiadores, Mohâmede Ibne Mozaine; entre os críticos de literatura, Ibne Badrune, entre os filósofos, Ibne Caci.
Silves foi, no tempo dos árabes, o mais alto centro de cultura do Garbe português .
No ponto de vista artístico, a Silves arábica celebrizou-se pelo seu Alcácer Axarajibe, o famoso Palácio das Varandas que devia ter existido no Castelo e foi contado com emoção pelo rei poeta Almotamide e por seu filho Almotaze.
Almotaze, no seu poema, comparou o Alcácer Axarajibe de Silves, ao mais celebre palácio da cidade de Bagdade, no Iraque, o centro donde irradiou toda a fantasia das «Mil e uma Noites».
Os mercados de Silves arábica eram ricos e a sua defesa militar poderosíssima.
Silves abrigava, então, uma população de umas 15.000 pessoas.

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