Breno Bitencourt

“eu não me sinto honrado quando toda a vila me adora,
nem envergonhado quando todo o país me critica. Ganhos não me fazem
feliz, perdas não me abalam. Eu olho para a vida como olho para a morte,
vejo a riqueza como a pobreza. Vejo as pessoas como porcos, e vejo a
mim mesmo como às outras pessoas. Em minha casa, faço como se estivesse
no bar, e olho para os meus conterrâneos como a estranhos. Sofrendo
disso, recompensas não me encorajam, punições não me ameaçam. Não faz
diferença perda ou ganho, florescimento ou declínio; não estou nem aí
para alegria ou sofrimento. Sendo assim, não posso servir ao governo,
associar-me aos amigos, comandar minha casa, controlar meus servos. Que
doença é esta? Há uma maneira de curá-la?”

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