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Francisco Mota

Começou a fazer Fotografia pelos anos "40" do Século passado com o primeiro caixotinho (o formato era de rolo, pequenino, inferior ao tradicional 4,5X6,00); depois entraram em acção outra maquinetas, de fole, com o clássico 6X9, culminando com uma preciosa "Flexaret" de dupla objectiva 6X6, fluretadas, abertura 3.5, obturador i/300, com excelente qualidade de detalhe... e começaram os primeiras atrevimentos, a necessidade de mostrar, alguns elogios, o clássico caminhoque acaba por definir o Amador, o Carola, aqêle que procura uma forma de expressão, um meio de revelar seus anseios criativos e partilhá-los com os seus próximos. Meu pai apresentou-me um seu amigo, o Luís Pires de Castro, nessa altura um verdadeiro amador de alto gabarito. Foi o mentor e formador... passei a acompanhá-lo, no laboratório, na rua, a compor banhos, a encher as cuvetes, largas, preparadas para o formato 30X40 em que êle, normalmente, imprimia. Revelação e escolha de negativos, ampliação e impressão no seu ampliador de construção pessoal, manejo das cuvetes até à fixação, lavagem e secagem dos papéis, alguns de texturas preciosas, os mates, semi-mates ou brilhantes, com conselhos, conversas sobre composição, proporções, harmonias, equilíbrios... e a rua, saíamos manhã cêdo, íamos para a Ribeira, os Guindais, o Barrêdo, a Serra do Pilar, a Marginal do Douro, a Foz, Leixões, Leça e tantos, tantos locais dêste Põrto, por onde hoje passam cada vez mais Amadores, locais preservados que continuam a fazer as delícias de quem gosta da Fotografia. Fomos sócios fundadores da Associação Fotográfica do Pôrto onde na companhia de outros Amadores enviávamos trabalhos para Salões Internacionais de Fotografia, nessa altura. Êsses Salões eram muito exigentes na Selecção dos trabalhos recebidos e era um satisfação grata a notícia de que alguns trabalhos nossos tinham sido admitidos. O Luís Pires de Castro foi um dos maiores e o seu trabalho é uma preciosa colecção de verdadeiras obras de Arte. Bem... êste foi o meu comêço... e cheguei aqui, ao florescer do Digital, a que acabei por me adaptar... e considero aliciante esta mudança de processos, de tecnologias, que permite encontrar ainda mais formas criativas de, através da imagem, "tocar" os outros...

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  • Pôrto, casado, Portugal